segunda-feira, 18 de junho de 2012

Vikings na América

Vários séculos depois dOs europeus terem chegado à América, poucos sabem que, possivelmente, foram os vikings e não Cristóvão Colombo que descobriram o novo mundo, afirma o arqueólogo norueguês Christian Keller.

Os vikings, guerreiros que viveram entre os anos 750 e 1.050, se dedicavam à pilhagem e a massacrar seus inimigos. Mas também eram astutos comerciantes, artesãos e colonizadores.

Eles saqueavam, matavam e atuavam como mercenários em muitos exércitos europeus. Mas também faziam negócios, eram camponeses e magníficos navegantes, com os navios mais modernos da época", explica Keller, catedrático da Universidade de Oslo e especialista em história viking.

Longe da imagem popular, os vikings constituíram uma civilização culta e se adaptaram à vida de muitos dos lugares que invadiram. Na Islândia e na Groenlândia, formaram sociedades vikings puras; na Irlanda e Escócia foram absorvidos pelos celtas; na Rússia, pelos eslavos; e na França, se adaptaram rapidamente.

Além disso, a mulher tinha uma forte posição na comunidade, que só perdeu após a conversão do povo ao cristianismo, entre os anos 1.000 e 1.030. Na época, o culto aos deuses Odin e Thor foi abandonado. Fisicamente, eles superavam em altura o resto dos povos europeus, e não usavam capacetes com chifres, como costumam ser representados. Ele acrescentou que em inscrições em pedras os capacetes aparecem sem chifres. "Isso foi uma invenção do compositor alemão Richard Wagner", garantiu.

Foi um viking, Eirik Raude Torvaldsson, ou "Eric, o Vermelho", quem, segundo a literatura, descobriu a Groenlândia entre os anos 982 e 986, depois de ser expulso da Islândia por causa de um assassinato. Seu filho, Leif Eiriksson, pode ter descoberto a América no ano 1000, segundo documentam as sagas, escritos originais da atual Islândia que refletem a tradição oral viking.

"Então zarpou Leif, mas permaneceu muito tempo fora e achou terras que não sabia que existissem antes. Ali cresciam campos de trigo e árvores parecidas com a bétula, e de tudo levaram mostras", narra a saga.

A saga dos groenlandeses conta, no entanto, que foi o mercador Bjarne Herjolvsson que por acaso avistou a América, quando se perdeu com seu navio no meio de uma tempestade.

O relato de suas viagens animou Eiriksson a navegar para o oeste, buscando a terra desconhecida, que descobriu por volta do ano 1.000, segundo afirma a saga.

Eiriksson chegou à Terra de Baffin, ao noroeste do Canadá, que batizou como Helluland, ou "terra de pedras planas". Ele também chamou o atual Labrador de Markland, ou "terra de florestas" e deu o nome de Vinland (ou "terra de verdes prados"), ao que pode ser a Terranova ou Cape Cod.

Em 1.961, um casal de exploradores noruegueses, Helge e Anne-Stine Ingstad, valendo-se das descrições das sagas, encontrou no povoado canadense de L'Anse aux Meadows os primeiros jazigos vikings da América. Mas foram necessários oito anos até que as provas técnicas confirmassem a descoberta.

"Encontraram casas e instrumentos no Canadá idênticos às relíquias vikings da Islândia e Groenlândia. Recolheram um anel de estanho, uma agulha e vestígios de produção de ferro, algo desconhecido para os índios norte-americanos", afirma Keller.

Ele acrescentou que os vikings viajaram pela América durante 100 anos, comerciando com os nativos. Mas não deixaram sua marca no novo mundo, lugar que não conseguiram colonizar.

A exploração de Vinland foi efetuada pelos vikings estabelecidos nas colônias da Groenlândia e motivada pela escassez de recursos que se verificava nesta região. As colônias eram em certa medida apropriadas à ocupação humana, mas apresentavam desvantagens como o clima frio, escassez de madeira como material de combustão, de construção de casas e embarcações ou a falta de fontes acessíveis de ferro. Para suprir estas carências, Leif Ericson, filho de Eric, o Vermelho, fundador da colônia da Groenlândia, tomou a iniciativa de explorar a área circundante.

As primeiras viagens revelaram descobertas promissoras num continente de clima relativamente mais ameno e repleto de recursos essenciais à sobrevivência. Para além de Vinland (terra das vinhas), Leif Ericson descreveu ainda Markland (a costa de Labrador), Straumfjord e Helluland (costa este da Ilha de Baffin), relatadas nas sagas como locais ideais para a criação de rebanhos. No entanto, a costa este do atual Canadá situava-se a mais de 1.000 milhas marítimas da Groenlândia, o que representava pelo menos três semanas de viagem de barco. Dada a impossibilidade de viajar a não ser no Verão, devido às condições atmosféricas, Leif Ericson depressa encontrou vantagem em estabelecer uma base de Inverno na região. Leifsbudir foi o nome dado a esta colônia.

A única fonte histórica que menciona a colônia de Leifsbudir em Vinland são as sagas nórdicas. De acordo com estes textos, Leifsbudir foi fundada por Leif Ericson, seu irmão Thorvald, sua irmã e sua mulher, por volta do ano 1.000. O local era descrito como uma pequena aldeia destinada a servir como quartel-general às expedições que continuavam a decorrer no Verão. À falta de fontes independentes e de vestígios vikings na América do Norte, os historiadores mantiveram-se céticos quanto a estas narrativas, classificadas por alguns acadêmicos como fantasias.

A dúvida dissipou-se em 1964 quando uma equipe de arqueólogos descobriu ruínas de arquitetura viking na área de L'Anse aux Meadows na costa norte da ilha da Terra Nova. O sítio era constituído por oito edifícios, dos quais três câmaras com espaço para acolher cerca de 80 pessoas, uma oficina de carpintaria e uma forja com tecnologia de extração de ferro idêntica à dos vikings. As datações por carbono 14 indicaram ainda idades em torno do ano 1000. A localização e características destas ruínas estavam por isso de acordo com as descritas pelos contemporâneos de Leif Ericson e confirmavam a veracidade da presença viking na América do Norte. Na foto desta postagem, pode-se ver a reconstrução de uma aldeia viking em L'Anse aux Meadows, no Canadá.

Uma das características mais marcantes da aldeia descoberta pelos arqueólogos era a ausência dos artefatos que normalmente acompanhavam os vikings. As escavações revelaram apenas e só a presença de 99 pregos estragados, 1 prego em boas condições, um pregador de bronze, uma roca, uma conta de vidro e uma agulha de tricot. Este magro espólio arqueológico foi interpretado como abandono deliberado da colônia, o que é apoiado pelas narrativas da época que contam como Leifsbudir foi abandonada ao fim de poucos anos de vida.

De acordo com as sagas, Vinland tinha todas as características de uma terra prometida, mas as idéias de exploração e colonização foram abandonadas, ao que tudo indica, repentinamente. Os motivos para o abandono são descritos pelos próprios relatos contemporâneos: Vinland era a morada de um povo hostil com o qual os vikings não conseguiram estabelecer relações pacíficas.

O primeiro contato dos vikings de Leifsbudir com os índios americanos é relatado em pormenor nas sagas. O acampamento foi visitado por um grupo de nove nativos, que os vikings chamavam genericamente skraelings (“os feios”, uma palavra também aplicada aos Inuit) dos quais os vikings mataram oito por razões não especificadas. O nono elemento fugiu e regressou em canoas com um grupo maior que atacou os colonos. Na luta, morreram algumas pessoas de parte a parte incluindo Thorvald, irmão de Leif Ericson.

Apesar deste início pouco auspicioso, foi possível estabelecer relações comerciais com os Índios, com a troca de leite e têxteis nórdicos por peles de animais locais. A paz durou algum tempo até que nova batalha começou quando um índio tentou roubar uma arma e foi morto. Os vikings conseguiram ganhar este conflito, mas o acontecimento serviu para perceberem que a vida em Vinland não seria fácil sem apoio militar adequado ao qual não tinham acesso.

De acordo com as sagas decidiram então abandonar a aldeia de Leifsbudir e o sonho de colonizar Vinland. Apesar do abandono, os vikings continuaram a visitar a América do Norte, em particular a região de Markland. Estas viagens não se destinavam à exploração ou a um eventual estabelecimento, mas sim recolher madeira e ferro, recursos que continuavam a escassear na Groelândia natal. A última referência a uma viagem a Markland data de 1347.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ogan

Ogan é um herói cujo contexto histórico situa-se no reino de Hordaland, na atual Noruega, por meados do século XII. Além disso, ele é um príncipe viking e na maioria das suas aventuras luta contra o vilão rei Erik e seus lacaios, percorrendo os mares do norte em um típico drakkar e chefiando um grupo de valentes guerreiros escandinavos, ao lado de seu fiel amigo Kiron e do carismático Poulet.

Publicado em formatinho em preto-e-branco, Ogan apareceu nas edições portuguesas das revistas "O Falcão" e "Tigre", nos anos 70. Por outro lado, as principais edições européias são de origem francesa, nas quais Ogan surgiu pela primeira vez nos anos 60, com destaque para a Editora Imperia e se manteve no mercado por quase 10 anos.

Suas histórias são relativamente curtas, mas estão repletas de vivacidade, ação e aventura. Na vertente técnica, sabe-se que Ogan foi desenhado por vários artistas, essencialmente espanhóis, como César Lopez (este o mais representativo e o que lhe dá a personalidade base) e ainda Jaime Brocal Remohi, Adolfo Buyalla, Jaime Juez, Auraleon e Francisco Puerta.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Thor encontra Hulk em sua primeira aparição Hollywoodiana

A primeira aparição do personagem Thor da Marvel no filme O Retorno do Incrível Hulk, de 1988. Neste filme, continuação da série do Hulk, Thor (Eric Allan Kramer) e Donald Blake (Steve Levitt) eram pessoas diferentes, com o segundo sendo capaz de conjurar o deus direto de Asgard. Na trama do filme, o Dr. David Banner (Bill Bixby) está de volta dois anos depois da última transformação, empenhado em montar uma máquina que poderia lhe curar do seu lado monstruoso, o Hulk (Lou Ferrigno). Um cienstista e ex-colega de trabalho de David, o Dr. Donald Blake, pesquisava sobre a existência de um deus nórdico chamado Thor; a única pista, foi um martelo com características sobrenatural. Blake lia histórias de deuses nórdicos e concluiu que para libertar Thor; era só erguer o martelo e gritar: Odin. Uma curiodidade tosca digna de nota!

Entretanto, deixando os preciosismos de lado, temos um Thor mais condizente com as limitações do orçamento, usando uma estranha armadura com pêlos nos ombros e calças de couro. Do visual dos quadrinhos, apenas o elmo e o martelo sobraram. Em vez de falar com erudição, Thor estava mais para um fanfarrão... para desespero de seu tutor na Terra. Em meio a raios, ele se materializou com sede e muita irritação. Descontando sua frustração na aparelhagem, levou um pito de Banner. O Viking, claro, não gostou nada da bronca e espancou o frágil doutor sem saber que cutucava a onça com vara curta.

Thor arremessou o azarado protagonista sobre um dos computadores. Este foi eletrocutado e, enfim, deu lugar a seu esverdeado alter ego. Extasiado, Thor gargalhou e partiu para a briga. Acontece que o Verdão era osso duro de roer. Mesmo aliada a tamanha erudição, a arma e seus raios não nocautearam o Gigante Gama. O combate só cessou quando Blake usou o martelo para banir Thor novamente para o Limbo. Assim, findou-se o clímax da aventura. Baixada a poeira, os dois tornam-se amigos e seguem o resto da história juntos, espancando criminosos enquanto cruzam a cidade.

Cena da primeira luta entre Hulk e Thor:


Comentários sobre o filme:



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Vikings: A Viúva do Inverno

Northlanders (ou Vikings, como é chamada aqui no Brasil) é uma graphic novel que foi lançada até a vigésima edição como parte integrante da revista Vertigo da Editora Panini. A série foi interrompida em julho de 2011, mas a editora anunciou que a retomará em versão encadernada.

Vikings: A Viúva do Inverno reúne as edições originais Northlanders 21 a 28 e continua a série do ponto exato no qual foi interrompida. Foi escrita por Brian Wood e desenhada por Leandro Fernadez. A sinopse do gibi é a seguinte:

“Nos arredores do rio Volga, próximo a 1020 d.C., uma cidade viking isolada cai vítima de uma doença assassina e contagiosa ao mesmo tempo em que o brutal inverno nórdico chega. Frente a uma difícil escolha, o conselho local vota por expulsar os doentes e trancar os portões na esperança de preservar a vida dos que ficam. Mas, enquanto os portões são fechados e a temperatura despenca, fica claro para todos que a verdadeira ameaça está dentro das muralhas. Gunborg, um líder local, começa uma brutal campanha de intimidação. Boris, o forasteiro com uma teoria sobre doenças contagiosas, tenta resistir a ele. Em meio a esse conflito está Hilda, uma viúva que já provou o gosto da riqueza, mas que agora está sem posses e desprotegida. Durante o longo e cruel inverno, os habitantes de Volga sofrem com a fome, violência, frio, ataques de animais selvagens, crimes, assassinatos e a sempre presente ameaça de morte devido a uma doença invisível.”

Conforme anunciado no site da Vertigo/Panini, a Viúva do Inverno é um conto de horror narrado pelo ponto de vista de uma solitária mãe e sua filha de oito anos, que lutam para se manter vivas em meio à adversidade.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

13º Guerreiro e os Manuscritos de Ahmad Ibn Fadlan

The 13th Warrior (O 13º guerreiro, no Brasil, O último viking, em Portugal) é um filme norte-americano de 1999, dirigido por John McTiernan. Baseia-se no romance Eaters of the Dead, de Michael Crichton. Tal romance é, por sua vez, inspirado pela tradução para inglês do relato real de Ibn Fadlan das suas viagens para cima do rio Volga, no século X. O enredo é, contudo, em grande medida uma adaptação moderna do épico anglo-saxão Beowulf, com elementos extraídos das 1001 noites.

O filme esforça-se para atingir uma atmosfera histórica, incluindo o uso de diálogos em árabe, sueco, norueguês, dinamarquês, grego e latim. O ator norueguês Dennis Storhøi co-protagonizou a película como Herger, enquanto o ator sueco Sven Wollter interpretou um velho chefe viking. A veterana atriz norueguesa Turid Balke teve também um pequeno, mas proeminente, papel ao interpretar a feiticeira, assim como a atriz sueco-norueguesa Maria Bonnevie como a criada Olga.

Originalmente intitulado Eaters of the Dead, o filme começou a ser produzido em Agosto de 1997. Percorreu diversas montagens e remontagens, após assistências de teste não terem reagido bem à montagem inicial. Após terem sido refilmadas diversas cenas, com Crichton como realizador (o que atrasou a saída do filme por mais de um ano), o título foi alterado para The 13th Warrior.

A história do filme se passa no ano 922, quando Ahmad ibn Fadlan (Antonio Banderas), um poeta e cortesão árabe, apaixona-se por uma mulher lindíssima, que pertence a outro homem. O ciumento marido reclama com o califa, que então nomeia Ahmad embaixador na terra de Tossuk Vlad, uma região pobre e longínqua ao norte. Na prática, Ahmad é expulso de sua casa. Por vários meses, Ahmad atravessa a camelo as terras dos povos bárbaros e acompanhado de Melchisidek (Omar Sharif), um velho amigo de seu pai, deambula pela terra dos oguzes, dos azeris e dos búlgaros, até chegar terras dos tártaros, onde é atacado por um grupo desconhecido que acaba por desistir do saque após ver os barcos dos vikings.

Ibn Fadlan é intimidado pelos costumes dos vikings: a sexualidade pura e crua, o descuido com a higiene, os sacrifícios humanos a sangue frio. Até que Ahmad toma conhecimento de uma verdade aterrorizadora: foi escolhido para combater Wendol, um ser que mata vikings e devora-os. Uma vidente faz a revelação que treze guerreiros devem lutar contra estes inimigos, mas o décimo terceiro não pode ser um homem do norte. Assim, Ibn Fadlan luta ao lado dos Vikings num combate que dificilmente será vencido por eles.

Agora, falando em um contexto real, Ahmad ibn Fadlan realmente existiu e foi um escritor árabe do Século X que registrou em seu Risāla suas "aventuras" em terras "russas" (Bulgária do Volga) a mando do califa Al-Muqtadir de Bagdá. Entre outras coisas, Ibn escreveu sobre os Rus (daí vem o nome Rūsiyyah - Rússia ou Russland - Terra dos Rus) ou Varegues. Eram povos escandinavos oriundos da Suécia e Dinamarca. Esses indivíduos criaram rotas de comércio (entre outras coisas, de escravos) até os califados árabes e Constantinopla, e pelo caminho saqueavam tudo que aparecia pela frente. Seu encontro com os Rus teria se dado onde hoje é o Tartaristão (lembram no começo do filme quando um grita "os tártaros estão chegando?"... eis o motivo!).

Fadlan relatou os estranhos costumes e hábitos dos escandinavos. Reclamou muito da higiene deles. Na verdade, disse que "eles eram as criaturas mais repugnantes que Deus havia criado", pois não tomavam banho depois de ter relações sexuais nem depois de comerem. Além de se lavarem de manhã todos em uma única tina (isso aparece no filme). Coisas imperdoáveis para um árabe muçulmano.

Reclamou também do cheiro insuportável de fezes e urina nas ruas já que não haviam banheiros e se faziam essas coisa na rua mesmo. Mas também se admirou com o fato que penteavam os cabelos todos os dias. Estranhou que as mulheres andassem com um seio a mostra. Comentou as armas que usavam (os homens usavam machados e facas), as tatuagens (no corpo todo) também o impressionaram. Fez uma rica descrição dos nórdicos dizendo entre outras coisas que eram loiros ou ruivos, rosados, "belos" (ele fala algo como "forma física perfeita") e altos como "palmeiras".

O árabe descreveu em detalhes um enterro de um chefe viking que testemunhou (isso também aparece no filme), onde seu corpo foi cremado em um navio com seus pertences (na verdade, 1/3 deles) e, como de costume durante certo tempo, uma garota (quase sempre virgens ou esposas) o acompanhou em sua jornada póstuma. A jovem era consumida pelas chamas. Viva, é claro.

Por tudo isso, os manuscritos de Ahmad ibn Fadlan são de valor histórico inestimável.

Enfim, uma consideração importante a ser feita: a tradução da oração no final do filme foi muita mal feita. Simplesmente traduziram "Lo" como "Abaixo" (um erro grosseiro, provavelmente causado por confudirem este termo com a palavra ingles Low)! No entanto, "Lo" é uma expressão arcaica e significa "Comtemple" ou "Veja". Lamentável para dizer o mínimo. Essa oração é a alma do roteiro.

Eis a original:

Lo' there do I see my father
Lo' there do I see my mother, my sisters and my brothers
Lo' there do i see the line of my people back to the beginning
Lo' they do call to me
They bid me to take my place amoung them in the halls of Valhalla
Where the brave they live forever!



E essa é uma tradução da oração que tomei a liberdade de fazer:

Eis que vejo meu pai
Eis que vejo minha mãe, minhas irmãs e meus irmãos
Eis que vejo a linhagem da minha família desde o início
Eis que eles me chamam
E me convidam para tomar meu lugar entre eles nos salões do Valhalla
Onde os bravos vivem para sempre!








terça-feira, 10 de abril de 2012

Poema de Niflheim

Autoria de Robert E. Howard
Terra sombria de morte, quais visões monstruosas se ocultam
Por entre as fortalezas glaciais de suas colinas?
Seus penhascos são antigos e nunca se dissolvem;
As lâminas de gelo estão no fundo do coração de Midgard.

Eles conhecem auroras sobrenaturais antes dessa época,
Quando, no cinza de um vazio sem sol,
Audhumla explodiu o gelo sombrio e viu
Buri dos olhos estranhos avultando para a vida.

Oh, terra sombria que eu sei que tu és!
O assento dos mistérios de Midgard é seu.
Pois você é o coração frio e inumano de Ymir,
O qual alimenta todos os oceanos com seu sangue inerte.

O céu está cercado de gelo – o sol incrustado
Faz o azul desabar, um escudo de chama congelada.
Sombras gigantescas se erguem, avultam, ganham vida
E quebram os elos que as acorrentam ao passado.

Elas rodopiam como gigantes acinzentados na noite.
Elas espreitam por entre as estrelas frias e zombeteiras.
Ho! Prole gigante das sombras! Encontre em mim
Um irmão, um amo e um escravo.

Juntos, explodiremos os cérebros dos homens
Com a sabedoria das alturas insondáveis,
Com conhecimento que a alma não consegue suportar.
Sim, eu já lhe vi cambalear sobre o gelo.
Quando monstros de bruma cinza rodopiavam ao longo do céu
E, através da minha risada grulhante, apunhalavam a neve e chuva.

Soai a trompa de guerra do juízo final para Ragnarok!
Que os destruidores do homem rujam desde Jotunnheimr
Para rasgar o mundo e lançarem os oceanos para baixo,
Até que, na elevada Asgard, os deuses adormecidos despertem.

Então, no combate despedaçador desse dia,
Que Midgard se erga e ruja, e Ymir acorde,
Até que icebergs desçam rugindo até Muspellheim
E tudo se torne como tuas artes, Niflheim.


Norsk Folkemuseum

O Norsk Folkemuseum é um museu bem diferente onde a maioria das atrações é ao ar livre. Este museu é interessante para se conhecer mais da história e da cultura da Noruega. Além do típico vilarejo construído ao ar livre, as exposições mostram vários artefatos que permitem conhecer um pouco mais do país e seus habitantes. O museu fica em Bygdøy, onde há vários outros museus.

Há cerca de 150 prédios no vilarejo, alguns datando do século 13. É possível ver dentro das casas do vilarejo (pelas janelas) e as principais atrações incluem a igreja, bancos e correio da época. No verão há apresentações culturais como o de danças folclóricas.


Vikingskipshuset

As duas embarcações nórdicas do século IX mais bem preservadas do mundo e parte de uma terceira podem ser vistas no Vikingskipshuset, o Museu dos Barcos Vikings.

Descobertos em três grandes túmulos de terra de cultivo, os barcos pertencem aos maiores tesouros culturais do país. Os barcos de Oseberg e Gokstad foram descobertos em Vestfold e o barco de Tune em Haugen, Ostfold. Foram usados para transportar os corpos de chefes de importantes na sua última viagem ao reino dos mortos. Peças de joalharia, armas e ferramentas também foram encontradas nos túmulos.

O museu foi projectado por Arnstein Arneberg em 1914 para criar um cenário luminoso e arejado para barcos, que podem ser explorados de perto.


Blood of the Vikings

Blood of the Vikings é uma série de documentário da BBC apresentado por Julian Richards, cuja paixão é os Vikings. Ele persegue o objetivo de descobrir quem realmente foram os vikings e rastreamento seu legado das Ilhas Britânicas.

A primeira parte desta série trata das origens e primeiras incursões dos vikings. No final do século 8 dC, os vikings pilharam um importante monastério na costa leste da Grã-Bretanha, cujo ataque marcou a história como o início da era viking e teria sido muito brutal e cruel, mesmo com a credibilidade escassa das fontes (apenas relatos escritos por monges que ficaram aterrorizados por estes chamados "brutos invasores").

A segunda parte aborda a invasão dos vikings dinamarqueses na Grã-Bretanha e sua estada definitiva naquelas terras. Além disso, somos apresentados a um esqueleto pertencente a um guerreiro Viking. No terceiro episódio, Richards viaja de barco em busca de assentamentos viking entre Shetland e Dublin. O que fez os vikings irem para lá e como exatamente eles lidaram com os nativos? Será que eles simplesmente os abateram, ou é possível que os vikings freqüentassem estas ilhas do norte com finalidade comercial? Já no quarto episódio, a história se volta novamente para a horda de vikings dinamarqueses que acumularam um enorme exército e, finalmente, conquistaram toda a Inglaterra e até mesmo colocaram um viking no trono.

No quinto e último episódio, Richards narra o conto épico e sangrento em que os ingleses e noruegueses disputaram a coroa Inglesa, em última análise, trazendo um fim à Era Viking. Os vikings tinham sido uma força poderosa que assolou de toda a Europa até o Oriente Médio por mais de 200 anos, assim que seu súbito desaparecimento confunde muitos historiadores e cientistas. O que aconteceu exatamente no século 11 que fez com que os homens do norte desaparecer no ar? Também vamos dar uma olhada nos resultados dos testes de DNA realizados por cientistas em toda a Grã-Bretanha para determinar se alguns descendentes diretos dos vikings podem ser encontrados hoje.

Parte1:


Parte 2:


Parte 3:


Parte 4:


Parte 5:




segunda-feira, 9 de abril de 2012

Thor: Bring The Thunder

Seja o poderoso Thor, héroi da Marvel neste joguinho online de 16 bits! Use o poderoso Martelo Mjölnir e o poder do trovão para derrotar os inimigos!

CLIQUE AQUI e comece a jogar!

O jogo é facinho, bem estilo Super Mario Bros, com plataforma em 3D. Use o modo 1 que poderá usar as setas do teclado para se mover, Z ataca com o martelo, X arremeça o martelo e a barra de espaço é o Ataque Trovão. Existem dois modos de jogo, um deles sendo uma campanha pelos reinos de Asgard, Svartalfeim, Muspelheim e, por fim, Midgard.